MC Poze do Rodo é preso no RJ e acusa autoridades de “perseguição”
O cantor Marlon Brandon Coelho Couto, conhecido como MC Poze do Rodo, foi preso na madrugada desta quinta-feira (29) em sua casa, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A prisão foi feita por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do RJ, que o investigam por apologia ao crime e associação ao tráfico de drogas.
Ao ser conduzido da Cidade da Polícia para a Polinter, o artista declarou que está sendo alvo de perseguição:
“Isso é perseguição, mané. Cara de pau, isso aí é perseguição. É indício, mas não tem prova com nada. Manda provar aí.”
Segundo a polícia, Poze realiza shows em áreas controladas pelo Comando Vermelho (CV), com forte presença de traficantes armados com fuzis. A DRE afirma que esses eventos são usados estrategicamente pela facção para reforçar a arrecadação com tráfico de drogas, revertendo os lucros em armas e drogas.
Além disso, o conteúdo de suas músicas é citado no inquérito por, supostamente, exaltar o tráfico e incitar confrontos entre facções rivais, o que, segundo a delegacia, pode causar mortes de inocentes.
Poze foi levado descalço e sem camisa, o que gerou críticas nas redes sociais. Seu advogado, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que a prisão “faz parte de uma narrativa antiga e infundada”, e que, caso não seja libertado, será protocolado um pedido de habeas corpus.
A operação da DRE foi motivada por vídeos recentes de um baile funk na Cidade de Deus, onde traficantes fortemente armados aparecem assistindo ao show do cantor. O evento aconteceu dias antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), durante uma operação na mesma região.
Histórico de polêmicas
Em novembro de 2023, Poze e a esposa foram alvos da Operação Rifa Limpa, que investigava sorteios ilegais nas redes sociais. Na ocasião, a Justiça mandou apreender carros de luxo, joias e cordões banhados a ouro. No mês passado, a Justiça ordenou a devolução dos bens, alegando falta de vínculo direto com crimes.

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