⚖️ Caso Geovane Mascarenhas: Sete PMs vão a júri popular em Salvador após uma década de espera
Início do julgamento e cronograma
A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador inicia, nesta quarta-feira (17), o julgamento dos sete policiais militares acusados pelo assassinato de Geovane Mascarenhas de Santana. O caso, que se tornou um marco na luta por direitos humanos na Bahia, terá sua sessão de abertura às 8h, no Fórum Ruy Barbosa.
De acordo com o cronograma estabelecido pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a expectativa é que os debates jurídicos e depoimentos se estendam por três dias, alcançando também os dias 18 e 19 de junho. Os trabalhos serão retomados diariamente no mesmo horário matutino.
Defesa tentou adiar a sessão
Na última segunda-feira (15), advogados que representam quatro dos acusados protocolaram um pedido de adiamento do júri. A justificativa baseava-se na necessidade de mais tempo para analisar um parecer técnico apresentado pela acusação, classificado pela defesa como de "elevada complexidade".
Entretanto, a juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, responsável pela condução do caso, indeferiu o pedido. A magistrada manteve o cronograma original, reforçando a importância da celeridade processual para um crime ocorrido no ano de 2014.
Regras rigorosas para a imprensa
Dada a sensibilidade do caso, o Tribunal de Justiça reforçou diretrizes rígidas para a cobertura jornalística. É terminantemente proibida a captação de áudio ou imagem dentro do Salão do Júri por qualquer tipo de equipamento eletrônico.
As entrevistas com advogados, assistentes de acusação ou autoridades deverão ocorrer exclusivamente na área externa do Fórum. Além disso, os profissionais de imprensa estão impedidos de interpelar testemunhas ou qualquer pessoa diretamente envolvida no processo durante o andamento da sessão.
O impacto do caso Geovane Mascarenhas
Geovane Mascarenhas de Santana desapareceu em 2014 após uma abordagem policial no bairro da Calçada. O desenrolar das investigações expôs detalhes brutais sobre o crime, gerando uma onda de indignação nacional e mobilizando entidades de direitos humanos.
O desfecho deste júri é aguardado com grande expectativa por familiares da vítima e pela sociedade civil, sendo considerado um termômetro para a atuação do sistema de justiça em casos de violência policial no estado.
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